Nunca tinha pensado sobre esse
assunto, nunca tinha visto por esta ótica, creio que a cegueira dos anos tornou
minha visão turva, mas ao lado do meu Amado, novas reflexões se fizeram e entre
elas: Por que nascer de novo?
Vemos que em João 3:3 Jesus fala
que quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus, mas porque Deus exige
esse novo nascimento? Nessa reflexão eu percebi duas coisas: Primeiro em um
relacionamento humano existem incompatibilidades que, por mais que desejemos resolver,
simplesmente existem e não podemos mudar, escolhemos amar ou não e nem sempre
esse amor é correspondido ou nos dá alegria, é o que em I Coríntios 13:7 tudo
crê, tudo espera, tudo suporta; um amor que espera que pelo que é ofertado
acabe despertando no outro o mesmo sentimento. A segunda forma é diferente, ela
começa com o mesmo propósito de I Coríntios 13:7, mas nem sempre está lá para
ceder aos caprichos de quem se ama, esse amor é encontrado no seio de Deus, Ele
nos ama, cuida de nós, seu amor nos constrange (II Coríntios 3:14), mas esse
amor nos deixa livres para escolhermos ficar ou não, esse amor não nos quer
como estamos, porque não vê unicamente suas necessidades atendidas, mas nos
olha inconformado com a situação na qual estamos, com nosso estado, esse é o
que aqui chamarei de Amor Transformador.
Analisando essas duas formas de
amor, notei uma diferença gritante a segunda forma exige que mudemos, esse amor
sempre está lá quando precisamos, mas se recusa a ser conivente com nossos
feitos maldosos, esse segundo amor, se preocupa conosco e exige, isso mesmo,
EXIGE que nos transformemos no melhor que podemos ser. Por essa exigência
muitos se afastam, muitos não querem ser o melhor que podem ser porque se
conformam com as taxações e designações que o mundo lhes oferece outros
simplesmente se sentem fracos demais para buscarem a Jesus, alguns sem
necessidade e ainda um bom número que simplesmente preferem ficar como estão,
são muitas definições, cada SER sabe a parte HUMANA que lhe aprisiona e não cabe
a mim as enumerar, Deus as conhece tanto que Ele mesmo veio não para julgar,
mas para salvar o mundo (João 3:16).
O que quero realmente discorrer
nesse texto é sobre quem somos? Quem queremos ser? O estamos verdadeiramente
nos tornando?
São questionamentos perturbadores e
que nos fazem acordar para o mundo em que estamos inseridos e para o mundo no
qual somos chamados a habitar. Perto do Deus que se deu em maldição para nos
livrar da maldição, pois maldito é todo que for pendurado no madeiro (Gálatas
3:13). Nisto vemos o imenso amor de Deus e vemos a ponte para sermos novos,
Nascermos de Novo, pois nosso velho homem crucificado com Jesus dá vazão a
graça que sobre nós é derramada escolhendo viver assim um amor autêntico que
não nos deixa como estamos, mas nos vela a ser o melhor que podemos ser.
Essa forma de relacionamento com
Deus é o que deve prescindir todas as outras formas de relacionamento que
venhamos a ter, não devemos aceitar tudo que o outro quer fazer conosco, isso
não é amor, se chama miséria, miséria que não nos permite cumprir o mandamento
do Amar nosso próprio como a nós mesmos. Nascer de novo, então se torna
necessário, porque o relacionamento com o homem velho, o homem conivente com o
pecado não é possível, pois Deus e o pecado não podem habitar o mesmo templo,
mas no sacrifício de Jesus o preço pelo pecado, que é a morte (João 8:24) nos
da nova chance, oferece-nos uma nova vida. Mortos para o pecado escolhemos
caminhar com Deus e nisso vemos a beleza da salvação (I Pedro 3:18), vemos que
nascer de novo é simplesmente aceitar esse sacrifício de Jesus e nos achegarmos
a Deus, deixarmos Deus trabalhar e moldar nosso interior, até que nos tornemos
sonhadores dos sonhos de Deus.
Jesus quer que nasçamos de novo, o
que escolhemos então?
Ao meu Amado Jesus, por não me
deixar como estou!

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